
Você sonha em ser calma, viver no flow… mas quando percebe já está trabalhando nas horas vagas!
Isso vale para CLT, empresária, infoprodutora, estudante.. Independentemente do seu momento atual, carreira é o sol do seu sistema pessoal.
Você vai ao cinema e durante todo o filme, ou a série que está assistindo, está tendo insights para o trabalho.
Suas férias na sua cabeça poderíam ser encurtadas. A paciência para ficar parada só “curtindo” dura 30 segundos ou menos.
E mesmo quando você para porque de alguma forma estagnou, passa a maior parte do tempo se consumindo, literalmente “queimando” de raiva de si mesma por isso.
Se você se viu nessa breve descrição, pode apostar que existe uma colérica aí dentro!
A Colérica nasceu com o rótulo de executora impresso na testa. E se orgulha disso.
Mas quando ela vai à terapia, começa, com muito esforço, a se questionar, para que tudo isso?
Fica na saia justa quando é confrontada por se apresentar com base exclusivamente no que faz, e não em quem ela é.
O paradoxo da Colérica

Existe algo profundamente irônico em ser alguém que:
Vibra com prazos apertados, mas sonha com manhãs sem despertador
Adora resolver problemas complexos, mas anseia por momentos de contemplação
Energiza-se com desafios, mas se esgota na própria intensidade
Conquista resultados impressionantes, mas inveja quem consegue “deixar pra lá”
É aquela pessoa que termina um projeto e já está pensando no próximo, mas que, nas raras pausas, olha pela janela e pensa: “Como seria bom se eu conseguisse apenas… existir, sem precisar sempre estar indo para algum lugar”
No fundo você queria ter um despertador ao contrário, cujo o alarme, ao soar, ao invés de te fazer
entrar em ação, a fizesse parar..
Esse é o paradoxo da Colérica, dividida entre alguém que não consegue ser medíocre, que carrega o fardo de sempre querer mais, e a vontade de simplesmente soltar o controle de tudo.
A frase típica de uma colérica quando pensa em parar, quando alguém a questiona porque faz tudo sozinha e não delega, e a chama de centralizadora, costuma ser:
“Adoraria não ter que fazer tudo!
Mas se eu não fizer, quem então?”
E esse “desabafo” acontece, em média, cinco minutos depois de ter pedido para alguém fazer algo no projeto e ela não ver a pessoa se mexer.
E é tão profunda essa marca nela que mesmo em casa é assim.
Já experimentou cozinhar com uma colérica? Ela começa te pedindo tudo:
“Pega aquela panela ali, a manteiga e o cream cheese na geladeira, ah vê para mim se a agua já ferveu, tá?”
E quando você vai pegar a panela, ela já desligou a chaleira elétrica, pegou os ingredientes na geladeira e olha para você com a expressão: “O que? Já peguei!”
Mas se é tão pesado e desgastante porque ela não para?
Desacelar é o seu maior desafio
Um dos sabotadores comuns a quem tem a colérica na sua combinação de temperamentos é o hiper-realizador.
O que há por trás desse processo de autossabotagem na verdade é uma dependência de desempenho e resultados constantes para se auto-validar.
Na lente do microscópio o que fica claro é que, ainda criança, ela desenvolveu uma visão de que tudo é uma troca. De que para ter amor, atenção dos pais, ela precisaria trocar por bons comportamentos, notas, etc…
Por isso, mesmo exausta, a colérica continua a produzir, não para, até que inevitavelmente, a pressão do estresse cotidiano, que se acumula progressivamente, atinge um ponto de esgotamento insuportável.
Quando seu corpo te para mas a mente quer prosseguir
O temperamento colérico quando está descompensado, vive o looping hiper realizador. Isso significa que ele:
Como colérica, sua natureza já te impulsiona a buscar liderança e resultados excepcionais – mas esse sabotador distorce essa força natural, fazendo com que você se sinta mal consigo mesma e coloque em dúvida sua própria capacidade quando o resultado não vem na velocidade que você quer.
O ponto de intensidade desse sabotador é fazer você se concentrar do lado de fora. Ou seja, construir seu auto conceito com base exclusiva no seu sucesso.
é devastador quando algo sai fora dos trilhos porque o temperamento colérico neste momento não para para descansar. Quando atinge todos os seus limites ele simplesmente desiste.
Apesar de você, mesmo exausta, continuar em uma batalha mental de culpa e tentativa insana de progredir, seu corpo não aguenta mais. E vai fazer o que for preciso para você parar.
A Luz no fim do túnel
O Segredo Está no Ritmo, não na Mudança do seu jeito de ser
A questão não é parar de ser ambiciosa. É aprender a ser ambiciosa de forma sustentável. É como aprender a dirigir um carro esportivo: você não precisa vender o carro, precisa aprender quando acelerar e quando usar o freio.
Comece:
- Tire uma tarde de folga
- Faça detox das redes sociais
- Dedique-se mais tempo à atividade física
- Estabeleça limites não-negociáveis para trabalho e descanso
Pequenas ações diárias que fazem diferença
A transformação não precisa ser dramática. Às vezes, é só:
- Colocar um alarme para lembrar de almoçar (sim, isso é revolucionário para você)
- Ter uma conversa por semana que não seja sobre trabalho ou objetivos
- Permitir-se terminar uma série sem sentir que está “perdendo tempo”
- Dizer “não” para um compromisso sem dar 47 justificativas
O Convite Final
Que tal fazer um contrato consigo mesma? Não um cheio de regras e metas (você já tem suficientes), mas algo simples:
“Eu prometo me tratar com a mesma gentileza que trato as pessoas que amo.”
Porque, querida alma colérica, você merece descansar sem culpa, celebrar suas conquistas, e sim, você merece ter tempo para simplesmente ser, sem precisar sempre estar fazendo.
Esta não é uma história sobre como você está quebrada e precisa ser consertada. É uma história sobre como você é complexa e está aprendendo a mudar a rota quando necessário.
Você vai continuar amando desafios. Vai continuar conquistando suas metas. A diferença é que agora você sabe que pode fazer tudo isso e cuidar de si mesma no processo.
E se você ainda não sabe, mas gostaria de saber, qual é o temperamento que divide essa jornada com o seu lado colérico, clique aqui
