Laura era daquelas pessoas que sempre pareciam ter tudo sob controle por fora (uma típica melancólica-fleumática), mas por dentro vivia uma batalha constante. Suas crises de ansiedade chegavam como tempestades repentinas: o coração disparava, as mãos suavam, a respiração ficava curta e uma sensação de desespero tomava conta de tudo.

O mais frustrante para ela era não conseguir identificar exatamente o que desencadeava essas crises. “Parece que vem do nada”, ela dizia a sua terapeuta. Laura tentava controlar a ansiedade evitando situações que considerava “perigosas”, mas isso só fazia seu mundo ficar cada vez menor.

Laura comprou meu curso porque estava exausta e sentindo-se limitada (foi o que ela disse no comentário do segundo módulo).

Antes do curso, sua estratégia era basicamente resistir até a crise passar, como quem espera uma tempestade acabar trancado em casa. Funcionava? Mais ou menos. A ansiedade passava, mas sempre voltava, e ela se sentia cada vez mais refém desses episódios.

A descoberta que mudou tudo

Foi durante a terceira semana do Curso S10 que Laura teve seu momento “eureka”. Ela estava praticando as técnicas respiratórias quando decidiu aplicar a técnica “Basta!” que havia aprendido. Essa técnica consiste em interromper conscientemente o fluxo de pensamentos no momento em que você percebe que eles estão te levando para um lugar desconfortável.

No exato momento em que Laura disse “Basta!” mentalmente, algo incrível aconteceu: ela conseguiu ouvir claramente as “vozes” que estavam rodando em sua cabeça segundos antes da ansiedade começar a subir.

“Nossa, você vai fazer papel de idiota nessa reunião”, “Todo mundo vai perceber que você não sabe o que está fazendo”, “E se você tiver um ataque de pânico na frente de todo mundo?”. Eram essas as vozes que Laura finalmente conseguiu identificar.

Ela percebeu que suas crises não vinham “do nada”. Na verdade, havia todo um diálogo interno acontecendo nos bastidores, como um rádio ligado no volume baixo que ela não prestava atenção conscientemente, mas que estava sempre lá, criando um clima de tensão.

A virada

A partir desse dia, Laura começou a usar a técnica “Basta!” de forma estratégica. Sempre que percebia que as vozes internas estavam começando a ganhar volume e tom crítico, ela interrompia o processo conscientemente.

E ela foi além: começou a mapear essas vozes. 

Percebeu que algumas eram ecos da voz crítica de sua mãe, outras pareciam com comentários maldosos de colegas de trabalho do passado, e algumas eram puramente criações de sua própria mente ansiosa tentando “protegê-la” de possíveis fracassos.

Com as técnicas respiratórias do S10 Laura criou um ritual: sempre que identificava as vozes, ela pausava, respirava profundamente usando a técnica aprendida no curso, aplicava o “Basta!” e depois redirecionava conscientemente seus pensamentos para algo mais construtivo.

Claro que depois de algumas  semanas aplicando, Laura reduziu significativamente suas crises de ansiedade, como também desenvolveu uma relação completamente diferente com seus pensamentos. 

Mas algo aconteceu. É como se as vozes tivessem começado um novo diálogo interno. Novas inseguranças e dúvidas começaram a brotar na sua cabeça. Ela percebeu que se não fosse fundo na forma como essas vozes surgiam e começasse a questioná-las crises diferentes, mas crises de ansiedade ainda continuariam a surgir, “disfarçadas.”

Laura começou a se concentrar em fortalecer a rotina forte do módulo 2. E de fato começou a perceber que poderia redirecionar essas vozes na sua cabeça e aproveitá-las melhor.

Hoje a Laura usa a ansiedade para tomar decisões mais assertivas e tem papos muito profundos com suas vozes.

Laura focou bastante nesses três exercícios do curso.

As três práticas 

Inspirado na jornada da Laura, aqui estão três estratégias que você pode começar a aplicar hoje mesmo:

1. Técnica do “Observador Curioso”

Quando sentir a ansiedade começando a subir, pare e se pergunte: “Que conversa estava rolando na minha cabeça agora há pouco?”. Não julgue os pensamentos, apenas observe com curiosidade, como se fosse um cientista estudando um fenômeno interessante. Anote essas “vozes” em um caderno ou no celular. Você vai se surpreender com os padrões que vai descobrir.

2. Dê nomes às suas vozes

Laura descobriu que dar personalidade às vozes tornava mais fácil lidar com elas. A voz crítica ela chamou de “Dona Perfeição”, a voz catastrófica virou “Zé Apocalipse”. Quando você nomeia e personifica essas vozes, elas perdem o poder de se misturar com sua identidade real. Fica mais fácil dizer: “Ah, lá vem a Dona Perfeição de novo com seus comentários”.

3. Crie uma resposta padrão

Desenvolva uma frase ou ritual que você usa sempre que identificar as vozes problemáticas. Pode ser a técnica “Basta!” da Laura, ou algo como “Obrigado pela opinião, mas eu escolho pensar diferente agora”. O importante é ter uma resposta automática que interrompa o ciclo e te devolva o controle da situação.

Sua vez de domar as vozes

Quis compartilhar a história dessa minha aluna, Laura, pois ela nos mostra que a ansiedade muitas vezes não é o problema em si, mas sim o resultado de um diálogo interno que passou despercebido por tempo demais. 

Quando você aprende a identificar e gerenciar essas “vozes na cabeça”, não apenas reduz as crises, mas também, desenvolve uma relação mais saudável e consciente com seus próprios pensamentos.

Você não é sua voz que grita na sua cabeça. Você é quem escolhe quais delas merecem sua atenção e energia. E essa escolha, como Laura descobriu, pode ser o primeiro passo para transformar sua ansiedade de inimiga em aliada.

*O curso que a Laura fez é o S10 – Saia da Crise de Ansiedade em até 10 minutos, se você se identifica com a história dela e quer saber um pouco mais sobre o curso, clique no link e venha fazer parte também!

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